Toda mulher tem uma Lilith,essa é a história dela:
Lilith, é uma variação hebraica (e não judaica) da deusa sumeriana Lil - que significa "tempestade" -, muitas vezes reconhecida como a outra face de Inanna. Seu nome também parece estar relacionado à "coruja", provavelmente pelos seus hábitos: uma sinistra ave de rapina que se precipita, silenciosa, na escuridão, e que, não obstante, também simboliza a sabedoria. Por outro lado, o mito hebreu fala de como Lilith foi moldada de terra e esterco, provavelmente querendo refletir o potencial da terra adubada... o que a relaciona, também, com a SEXUALIDADE e FERTILIDADE. (...) Hoje, depois desses séculos todos de um patriarcalismo opressor, Lilith volta como uma DEUSA NEGRA, ou seja, a energia feminina trancafiada nos calabouços da psiquê de todas as mulheres e todos os homens. Para os homens, ela é um desafio; para as mulheres, um arquétipo. O que significa reivindicar os poderes de Lilith para a mulher de hoje? Na literatura mítica antiga havia 3 Liliths - que refletiam as fases de lua crescente, cheia e escura. A Lilith crescente era Naamah, a donzela sedutora. Donzela é a mulher indômita, selvagem, livre, vibrante de energia, imprevisível como o vento. Sua resposta à vida é espontânea, vívida. Totalmente objetiva. Por mais bela que possa ser, não anseia por estabelecer relacionamento, mas para avaliar, experimentar e descobrir suas próprias formas de ordem. A mulher mais velha pode ter sido limitada ou reprimida na juventude, e pode reinvindicar a Donzela, conscientemente, para libertar seu espírito e encontrar a sua direção. Muitas crises de meia-idade são forjadas por uma Donzela enclausurada e confinada, precipitada muito cedo num casamento convencional, se oportunidade de explorar alternativas na sexualidade ou na carreira. Mulheres em motocicletas, em laboratórios, estudando as florestas e matas, dançando num palco, discursando na plataforma política - elas são a Donzela. A Lilith Mãe era nutridora; Na primavera ela abre seu corpo-terra para gerar crescimento novo e brilhante. No verão, ela envolve com braços protetores a terra ardente. Na época da colheita ela espalha amplamente sua generosidade, e, à medida que o frio aumenta, ela aconchega os animais em suas tocas no inverno, puxando as sementes para o profundo interior do seu útero até que volte a época do reverdecimento. A Donzela pode inspirar nossos atos criativos, mas a Mãe está presente quando os produzimos. E havia a Lilith anciã, a Destruidora Embora a Donzela seja procurada e a Mãe respeitada, a Anciã recebe pouca atenção. É a Anciã que o poder feminino realmente se torna COMPLETO. A Anciã é SÁBIA, observadora, tecelã, conselheira. Conhece os caminhos entre os mundos. Isso pode fazer dela uma personagem desconfortável, mas é um repositório de sabedoria feminina, do conhecimento acumulado da mulher que não menstrua mais, porém MANTÉM DENTRO DE SI O DEPÓSITO DO SEU PODER. Na primeira, devemos confrontar as maneiras pelas quais nós somos reprimidas, buscando recuperar nossa dignidade. Na segunda, devemos integrar o desespero que vem de nossa rejeição, angústia, medo, desolação, e na terceira descobrimos o poder da transmutação e da cura dela decorrente, uma vez que ela corta nossas falsas retensões, desilusões e nos ajuda a encontrar nossa essência livre e selvagem.
Todas trazemos dentro de nós, a santa, a mãe, a tia, a avó, a menina; trazemos Virgem Maria.Mas também trazemos a puta, a vadia, a depravada, a amante, a dissimulada; nossa Lilith pessoal.
Aceitarmos esses dois lados como aceitamos nossa criança, nossa jovem e nossa idosa é o que faz algumas mulheres serem diferentes da maioria.
Se deixar amar pelo prazer e envelhecer sem apodrecer é para poucas.
Falar que somos seres sexuais, que adoramos trepar, que ficamos molhadas de tesão e assumir que isso tudo é muito gostoso é só para as corajosas.
As outras se escondem, fingem-se de mortas, aceitam a vida com passividade e simulam que são felizes.
Eu sou Senhora do sangue sagrado.A meretriz dos sucos vaginais.
Sou aquela que encarna o pecado e habita as grutas infernais.
Fui eu que te dei o desejo, que desenhei no teu corpo todos os riscos do sexo.
Fui eu que te embalei nos braços e disse a todas que eras mulher.
Sou eu que ainda te guio nos descaminhos que inventaste.
Sou eu que sustento as violações de um corpo que mutilaste.
Tu, que és parte de mim mesma, esqueceste o lugar que te gerou.
Tomaste um rumo avesso e contrário e, renegaste quem te criou.
Mas tu és lua, mulher e loba, serás assim até o instante final.
Não serás ferida, por que és a cura. Nãoserás dor, por que és prazer. Não serás culpa, porque és vida. Não serás certeza, por que és abismo.
Esta é uma fase muito interessante,Tenho que ser feliz!!!!!!!!!!
É perfeito isso para quem sempre teve apoio de outras pessoas e principalmente de mulheres
que ao longo dos tempos, foram se unindo em problemas e isso foi se transformando em magia feminina.
O poder do verdadeiro sangue, A MENSTRUAÇÃO, e é esse poder que eu estou descobrindo agora, embora tantos anos no caminho do sagrado feminino
Celebrar com minhas irmãs está sendo perfeito
Redescobrir o poder feminino que querem cobrir o tempo inteiro.
Cada mulher tem uma Lilith
































